Como tornar o teto um destaque na decoração

Tintas coloridas e revestimentos saltam das paredes para o teto em uma proposta ousada e inovadora

Por Giulia Esposito | Fotos: Divulgação | Adaptação web: Tayla Carolina

Quem se considera amante de decorações minimalistas e se cansa facilmente da decoração da casa pode apostar em destaques sutis que se apresentam, literalmente, acima da linha dos olhos. Com vigas de madeira, papéis de parede, tecidos, adesivos, projetos luminotécnicos ou mesmo tintas, o teto pode se tornar a grande estrela da casa. A harmonia entre os tons, técnicas e texturas do teto, dos móveis e dos revestimentos de parede e piso é a chave para o equilíbrio.

1. Papel de parede e tecido

Esses dois materiais permitem a aposta em estampas florais, adamascadas e com arabescos, o que vai resultar em um efeito mais clássico. Nesses casos, os arquitetos Marcel Casamassa e Silvia Almeida, do MIS Arquitetura e Interiores, sugerem o uso de tons neutros e lisos no restante do ambiente para que ele não fique cafona e o teto seja, de fato, o protagonista.

“Em espaços pequenos, sempre opto por estender o mesmo papel das paredes até o teto, especialmente em lavabos, para deixá-los mais cool e intimistas”, indica o arquiteto Lisandro Piloni. Já em um quarto, o papel de parede e o tecido podem ser usados como detalhes, saindo da cabeceira da cama e subindo até o teto, desde que acompanhem a largura da cama. Vale, ainda, incluir uma moldura de gesso para reforçar o destaque. É importante, no entanto, que a estampa acompanhe o estilo do mobiliário.

 

 

2. Tintas

Se, por um lado, o uso de tintas escuras no teto – em especial, as terrosas – deixa o ambiente aconchegante, por outro pode causar sensação de pé-direito mais baixo. “A solução é pintar as paredes com um tom mais escuro e reservar 30 cm da parte superior delas para igualar ao tom do teto, de modo a alongá-lo. Dessa forma, o destaque é criado sem prejudicar o pé-direito”, recomenda Piloni.

Para não errar, invista em tons de cinza, marrom, verde-claro, amarelo e em texturas de cimento queimado e atente-se à ordem de que a cor eleita deve compor com as paredes, o piso e o mobiliário utilizado. Neste lavabo, os arquitetos Marcel Casamassa e Silvia Almeida, do MIS Arquitetura e Interiores, apostaram em uma tinta Texturatto Marmoratto (Suvinil) para revestir paredes e forro, compondo com as louças brancas.

 

 

3. Adesivo

De aplicação mais simples do que qualquer outro recurso, os adesivos trazem ainda mais possibilidades. “Você pode reproduzir o que vier na mente… Por exemplo, adesivar o teto com imagens do céu”, aponta Casamassa. A ilustração pode ser somente no teto ou, em quartos infantis, uma continuidade da história que começa nas paredes.

Removê-los para substituí-los é tão fácil quanto aplicá-los. Basta utilizar um secador para que o jato de ar quente vá descolando os adesivos que, pouco a pouco, vão sendo retirados com as próprias mãos. Em seguida, use um pano úmido para retirar os excessos e o teto está prontinho pra receber um novo tema.

 

 

4. Iluminação

Cada vez mais, os forros de gesso com iluminação embutida têm sido utilizados como solução luminotécnica. Isso porque, além de ser econômicos, versáteis e de fácil instalação, criam destaques em pontos específicos da decoração e no próprio teto.

Diferentemente das sancas abertas, as invertidas, por exemplo, não deixam o teto totalmente à mostra, criando uma
espécie de moldura iluminada que traduz acolhimento. Já em pés-direitos duplos, uma boa alternativa é utilizar sancas fechadas com pontos de luz nas extremidades para valorizar as texturas das paredes e pendentes com função escultural em diferentes alturas, para um efeito mais cênico, como fez a designer de interiores Stella Crissiuma no projeto abaixo.

 

 

5. Forros, aberturas e bambus

Materiais transparentes valorizam o pé-direito do ambiente, além de trazer amplitude, movimento e integrar a paisagem externa. Mesclá-los a materiais diferenciados e à iluminação é um meio de trazer ainda mais foco ao teto. Neste projeto criado pela MGLA Arquitetura & Interiores, o forro recebeu dois tipos de acabamentos: madeira com acabamento patinado e vigas e terças de madeira natural.

“A iluminação foi posicionada sobre as vigas, com as luzes direcionadas para cima, o que chama ainda mais atenção para o teto e, à noite, cria um clima mais intimista”, pontua a arquiteta Maria Gabriela Azevedo. Em ambientes ao ar livre e que tenham contato com a natureza, os bambus são muito bem-vindos, produzindo efeitos acolhedores, especialmente quando recebem iluminação embutida.

 

Texto adaptado da revista Casa & Construção – Ed. 145

 

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