Um porto seguro

A valorização da verticalidade e da convivência resume este lar dedicado ao lazer e aconchego

Por Giulia Esposito | Fotos Divulgação | Adaptação web Tayla Carolina

Ventilação, boa iluminação e modernidade foram os alvos do arquiteto Alex Bonilha e da designer de interiores Mahely Oliveira, da Alex Bonilha Arquitetura, na projeção e execução dos 552 m² desta casa em Mogi das Cruzes, onde vivem um jovem casal e dois filhos.

De linhas retas, a arquitetura esbanja grandes panos de vidro temperado incolor que, fechados, privilegiam a luz natural e, abertos, dão vazão à circulação de ar. A fachada exibe texturas em tons de concreto e gelo e uma majestosa porta pivotante de madeira peroba de demolição, com 4,5 m de altura, eleita, segundo os profissionais, para agregar valor à construção.

A decisão de setorizar o terreno em três pavimentos, interligados por elevador, atendeu à necessidade de quatro suítes com closet e escritório com a dedicação exclusiva do andar superior à área íntima.

O living agrega materiais nobres e naturais, entre o mármore Travertino Antique (Palimanan) que reveste a lareira ecológica e o linho Cru do sofá. Peças assinadas marcam presença, como a poltrona Senhor, de Bernardo Figueiredo, a luminária Liliput (Lattog) e o jogo de mesas: Quadra (de centro), de Bruno Faucz, Hall Ballerina, de Amélia Tarozzo, Dix, de Theo Egami (todas da Arquitettá), e Soldadinho de Chumbo, de Rejane Carvalho.

Contrariando a presença pontual do estilo clássico nos demais ambientes, a pedido da moradora, ele aparece como predominante na cozinha. A marcenaria que guarda utensílios e eletrodomésticos tem acabamento de laca acetinada de cor Chocolate e puxadores coloniais. O tampo da ilha, os frontões e a base da bancada são de granito Café Imperial. Banquetas que já faziam parte do acervo familiar foram aproveitadas para as refeições rápidas.

 

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